Crítica | Dolly – A Boneca Maldita
Dolly – A Boneca Maldita (2025) entrega exatamente aquilo que promete, e talvez até um pouco mais: um terror estranho, desconfortável e assumidamente trash.
O filme acompanha Macy, que vê um fim de semana romântico virar um pesadelo quando ela e seu parceiro cruzam o caminho de uma criatura grotesca com rosto de boneca. A introdução já dita o tom: rápida, violenta e sem muita cerimônia. Chase tem um destino brutal em poucos segundos, enquanto Macy é levada para um cenário ainda mais perturbador uma casa isolada onde o horror ganha contornos quase surreais.
A partir daí, o longa abraça o absurdo sem medo. O ambiente é carregado de bizarrices, especialmente com as bonecas de aparência humana que sugerem um histórico macabro da criatura. Esse elemento visual funciona bem para criar desconforto constante, reforçado por um design de som eficiente que sustenta a tensão mesmo quando o roteiro vacila.
E ele vacila bastante. As decisões dos personagens são frequentemente clichês do gênero aquele clássico impulso de investigar o perigo em vez de fugir dele. Isso enfraquece a narrativa e pode afastar quem busca algo mais inteligente ou inovador. Mas, honestamente, esse nunca foi o foco aqui.
Onde o filme realmente se destaca é no gore. Dolly – A Boneca Maldita não economiza: mutilações explícitas, sangue em abundância e efeitos práticos que, dentro da proposta independente, são bem executados. Existe um cuidado visível na maquiagem e na construção visual das cenas mais violentas, o que agrada diretamente o público fã de terror mais visceral.
Outro ponto interessante é a dinâmica entre Macy e a criatura. A ideia de uma entidade monstruosa tentando exercer um papel “maternal” cria um contraste perturbador. Há algo genuinamente inquietante nessa relação, uma mistura de ameaça constante com uma distorcida tentativa de afeto. É estranho, desconfortável… e funciona.
No fim das contas, Dolly – A Boneca Maldita é um filme que sabe seu público. Não é sobre roteiro refinado ou grandes reviravoltas, é sobre atmosfera, choque e estranheza. Funciona melhor quando assistido sem grandes expectativas, como uma experiência de terror cru e bizarro.
Se você curte gore, estética perturbadora e narrativas que abraçam o absurdo, aqui tem material suficiente. Caso contrário, pode parecer apenas um desfile de decisões questionáveis e violência gratuita.



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